Caminhando Livre

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Posts de Janeiro 27th, 2009

KDE 4.2.0 lançado

Publicado por Josan Neves em 27 Janeiro, 2009

kde

A Comunidade KDE anuncia hoje a disponibilidade imediata de “A resposta”, (t.c.c KDE 4.2.0), mais um passo na evolução do ambiente de trabalho em Software Livre. O KDE 4.2 é desenvolvido sobre a tecnologia introduzida com o KDE 4.0, em Janeiro de 2008. Após o lançamento do KDE 4.1, voltado para usuários casuais, a Comunidade KDE está confiante em finalmente ter desenvolvido um produto adequado para a maioria dos usuários finais.

Melhorias na interface de usuário do Plasma permitem organizar o seu espaço de trabalho facilmente. Applets novos e melhorados incluem um lançador rápido, informações do tempo, feeds de noticias, quadrinhos e compartilhamento de arquivos rápido via “pastebin”. Applets plasma podem ser usados agora sobre o protetor de tela, para deixar uma nota enquanto o dono está ausente por exemplo. O Plasma pode agir adionamente também como um desktop tradicional baseado em gerenciamento de arquivos. Previsualizações para os ícones de arquivos e localizações persistentes dos ícones foram adicionadas.

Para maiores detalhes a respeito das modificações realizadas, acessem a página ocom o anúncio oficial de lançamento.

Para aqueles(as) que assim como eu utilizam o Slackware Linux, os pacotes  oficiais do KDE 4.2.0 para a distribuição já estão disponíveis na árvore do current, diretório /testing, sendo compatíveis com a versão 12.2, bastando baixá-los e instalá-los, preferencialmente seguindo ao tutorial anterior para a realização da instalação após o download dos pacotes atualizados. Verifique o anúncio oficial da disponibilidade dos pacotes do KDE 4.2.0 para o Slackware Linux no changelog da distribuição, entrada com a data de hoje.

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Antivirus como única opção?!

Publicado por Josan Neves em 27 Janeiro, 2009

No dia 16 de janeiro, sexta-feira, estava assistindo ao Jornal do SBT quando minha total atenção foi chamada para uma matéria que falava a respeito de infecções virais em sistemas computacionais. Como estou cursando Segurança da Informação não poderia deixar de acompanhar o caso.

A matéria tratava de um novo vírus que rapidamente havia se alastrado e infectado vários computadores. Como alvo da entrevista foi apresentado um casal, cujas máquinas domésticas haviam todas sido infectadas pelo tal vírus, que se espalhava através de e-mails. Até aí nada de novo, afinal um vírus tem exatamente estas características, sendo o e-mail a sua principal forma de propagação atualmente. Mas duas coisas na reportagem me deixaram abismado.

Primeiramente o diagnóstico, realizado por “especialista em segurança” convidado, da causa da infeccção das máquinas, que verificou que apesar de os computadores disporem de software antivirus instalado, o mesmo não estava com a base de vacinas atualizada, fato comum entre vários(as) usuários(as) de sistemas espalhados ao redor do mundo, mas não em uma casa onde a profissão da entrevistada é a de Analista de Sistemas.

Em seguida, após a verificação da causa da infeccção, o referido “especialista em segurança” disse que a “única” forma de se evitar que algo assim aconteça é através da utilização de software antivirus atualizado. Para aqueles(as) usuários(as) leigos(as) em computação que assistiram à reportagem, fica a máxima de que se estamos com software antivirus instalado, e este está atualizado, então estão protegidos de ataques virais. O que é uma inverdade.

Mesmo sabendo das excelentes opções de softwares antivirus disponíveis no mercado, também sabemos que a cada dia são criados milhares de novos tipos de vírus e variantes, sendo assim impossível para um software com apenas uma atualização diária, possibilitar a segurança de sistemas computacionais contra ataques virais. Além disso, a maioria esmagadora dos vírus existentes no mercado são criados para afetar a sistemas proprietários, aproveitando-se de falhas na estrutura de diretórios e de segurança nestes sistemas para se propagarem, o que raramente poderia ter acontecido caso o casal entrevistado utilizasse um GNU/Linux.

Um vírus criado para Windows, sistema operacional utilizado pelos entrevistados em todas as máquinas mostradas na reportagem, ficaria completamente perdido em meio à estrutura de diretórios de um GNU/Linux, e mesmo que viesse a ser executado intencionalmente por um(a) usuário(a) comum, não haveria como este se propagar pelo resto do sistema e infectar aos outros computadores da rede, sem que fosse barrado pelo sistema, sendo barrado pelas permissões de escrita e execução do mesmo. Portanto dizer que a “única” forma de se proteger de um ataque de vírus, é através da instalação e constante atualização de um antivírus, só pode ter vindo de alguém que precisa rever os seus conceitos sobre segurança computacional e abrir os seus horizontes para outros tipos de sistemas operacionais que não sejam proprietários.

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