
Patentes relacionadas ao sistema de arquivos FAT geraram a necessidade da aplicação de um patch no kernel Linux para a exclusão das linhas de código que infringiam essas patentes.
A descoberta da infração veio após um processo movido pela Microsoft contra a TomTom, empresa fabricante de aparelhos GPS. Os sistemas de arquivos FAT não suportam, por padrão, o uso de nomes longos em arquivos, ficando restritos ao tipo 8.3 – oito letras para o nome e três letras para a extensão. Assim, a Microsoft oferecia licenças para o uso da especificação FAT com nomes longos ao custo de US$ 0.25 por dispositivo vendido até o limite de US$ 250.000. A TomTom estava vendendo seus aparelhos com esse suporte habilitado no kernel Linux sem comprar essas licenças. Após o processo, as duas chegaram a um acordo com a promessa da remoção do código que infringia essas patentes do kernel Linux.
A Microsoft disse que o processo movido foi um incidente e que outros usuários do Linux não precisavam se preocupar. Porém isso não foi suficiente para acalmar os ânimos nervosos das empresas e uma solução rápida foi providenciada por Andrew Tridgell, através da aplicação de um pacth que exclui as linhas conflitantes com as patentes da Microsoft, ao mesmo tempo que permite a manutenção do uso dos sistemas de arquivos FAT com recursos de nomes longos. Vários advogados com especialidade em patentes de software concordam que o novo código não mais infringe patentes pertencentes à Microsoft com relação ao sistema FAT.















