Publicado por Josan Neves em 20 Outubro, 2009

A Intel demonstrou o funcionamento de um novo processador que promete colocá-la definitivamente na briga pela liderança do mercado de placas gráficas. A demonstração ocorreu durante o Intel Developer Forum, evento anual em que a empresa discute os rumos da tecnologia com desenvolvedores e imprensa especializada internacional.
Para a apresentação os jornalistas convidados foram encaminhados a uma sala de TV onde um filme foi exibido em tela quase cheia e ao mesmo tempo, em uma janela menor, foi exibido o “making of” do mesmo filme. Até aqui nada demais, o que surpreendeu foi uma terceira janela aberta com o gerenciador de tarefas do Windows que mostrou a porcentagem de uso do processador, que ficou em apenas 2% ( sim eu sei que o blog fala basicamente sobre software livre mas também inclui tecnologia, e a demostração foi feita usando Windows então não teria porque mudar ).
Windows executando dois filmes, sendo que um ocupando quase a tela toda, e consumo total de processador não ultrapassando 2%. Como é possível? Graças à nova tecnologia que permitiu a Intel embutir no interior do encapsulamento do microprocessador, um processador gráfico independente que faz com que o seu desempenho atinja limites de excelência com aplicações gráficas.
A novidade promete uma revolução na indústria de entretenimento e também o acirramento da concorrência no mercado de placas gráficas, afinal este novo paradigma no processamento gráfico vai impactar diretamente nas estratégias comerciais das grandes fabricantes do mercado como ATI e NVIDIA.
Segundo a fabricante os chips Westmere já entraram em processo de fabricação e serão lançados no mercado dentro de alguns meses, tempo este que deve ser aproveitado pelas concorrentes para desenvolverem idéias que impeçam a migração de clientes para a Intel. Vamos aguardar e ver como essa guerra se desenrola pois ela está apenas começando.
Referência: Correio Braziliense, edição impressa do dia 13 de outubro de 2009, seção Informática, página 5.
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Publicado por Josan Neves em 10 Outubro, 2009

Enquanto a briga por uma maior abertura no mercado de softwares permanece, infelizmente o mesmo não ocorre com o de hardwares que está cada dia mais fechado. Desta vez foi a NVIDIA quem anunciou que está cessando todo o desenvolvimento de chipsets e culpa a Intel pela decisão. Pelo menos é o que consta no artigo divulgado pelo site Ars Technica.
A atitude foi tomada depois da alegação da Intel de que a NVIDIA não possui licença para a fabricação de chipsets que tragam sua BUS DMI, o que inviabiliza a produção de soluções para os processadores Nehalem, Core i5/i7 ou mais novos. Devido a isso a empresa resolveu interromper todo e qualquer desenvolvimento de novos chipsets.
Claro que não poder desenvolver soluções para os processadores mais novos da fabricante líder de mercado compromete o seu poder de competitividade e, justamente por isso, a NVIDIA não dará proseguimento aos investimentos realizados neste setor. Anunciou que continuará fabricando os chipsets Ion e 9400M, porém futuros modelos estão descartados por enquanto. Em declaração oficial a empresa divulgou que:
“Por causa das declarações impróprias da Intel aos consumidores e ao mercado de que não somos licenciados para o novo BUS DMI e suas táticas injustas é efetivamente impossível para nós produzir chipsets para futuras CPU’s, portanto, até que resolvamos esta questão em juízo no próximo ano, iremos postergar investimentos em chipsets para CPU’s Intel DMI.”
A decisão tem grande influência no mercado, pois recentemente a Apple vinha disponibilizando em seus Macs justamente a combinação Intel/NVIDIA com os chipsets da série 9400M. Agora terá de buscar outra alternativa a altura para equipar seus computadores e manter o custo benefício para seus usuários.
Com isso vemos o mercado de hardware encolher mais um pouco e a dominação da Intel aumentar. A qualidade da empresa é inegável, mas sabemos bem que a falta de competição não trás nenhum benefício, seja para os consumidores, que ficam nas mãos de apenas um fornecedor, ou para os próprios fabricantes, que acomodam-se e diminuem o investimento no desenvolvimento de seus produtos.
Para ver a notícia completa basta acessar a página original no site Ars Technica.
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Publicado por Josan Neves em 26 Setembro, 2009

Em artigo publicado ontem pelo IDG Now! foi feito o anúncio de que a Intel vai ampliar a aplicabilidade do sistema operacional Moblin, baseado em Linux, para que este possa ser executado também em outras plataformas.
Além de vir embarcado em netbooks como os da Dell, a empresa deseja que o SO chegue a diversos tipos de equipamentos como nettops, dispositivos móveis, entre outros, tornando-se uma opção tão versátil quanto o Windows.
Uma versão de testes do Moblin 2.1 foi apresentada recentemente, durante o evento Intel Developer Forum em São Francisco, Estados Unidos, e apresentou melhorias quanto ao suporte a hardware, incluindo controle de telas sensíveis ao toque.
A companhia também redesenhou a interface com o usuário para que esta fosse adaptada às telas de dispositivos maiores que os já habituais netbooks, aumentado a área para englobar monitores de 7 a 12 polegadas.
O desenvolvimento do Moblin é gerenciado atualmente pela Linux Foundation, e conta com o apoio da Intel entre outras grandes empresas. Com a estratégia, a Intel espera popularizar o Linux em dispositivos que embarquem seus processadores Atom.
Mais detalhes sobre o projeto podem ser obtidos no site Moblin Zone.
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