Use software livre e ajude a salvar o planeta!

Sim é isso mesmo! Pelo menos sob o ponto de vista de Gary Richmond, que escreveu um artigo para a Free Software Magazine datado de 16/01/2007, visão esta que compartilho e me inspirou a escrever este. Mas como isso é possível? Como usar software livre ajuda a proteger o planeta? Veremos a seguir alguns motivos pelos quais isso acontece e como você pode fazer a sua parte. 😉

Todos sabemos que no interior dos computadores existem substâncias como plástico, ferro e outros tipos de materiais que são nocivos ao meio ambiente, já que não são rapidamente absorvidos pelo mesmo. Para terem uma idéia materiais plásticos ou de alumínio levam algo em torno de 450 anos para serem absorvidos pela natureza. Com isso a evolução tecnológica se torna, ao mesmo tempo, heroína e vilã na história da humanidade. A cada ciclo desta evolução um novo lote de lixo tecnológico é descartado pelo homem no meio ambiente, seja este composto por computadores considerados ultrapassados, ou celulares e tudo o mais que seja influenciado por este desenvolvimento.

Quero deixar claro que não sou contra a evolução da tecnologia para o benefício da humanidade. Mas como você já pode estar compreedendo, este desenvolvimento tem um impacto ambiental considerável e devemos nos preocupar em como estamos contribuindo para a degradação do meio ambiente, procurando minimizar estes efeitos sem que fiquemos estagnados tecnologicamente. É neste ponto, com relação aos microcomputadores, que o software livre pode ajudar.


O período em que uma atualização nos computadores se faz necessária diminui a cada dia, isso graças não só à indústria de hardware, que produz componentes mais rápidos e mais baratos quando comparados aos seus antecessores, mas também à indústria de softwares que na maioria das vezes quer usufruir dessas novas tecnologias em seus produtos sem se preocupar com a compatibilidade, ou o desempenho, que suas novas versões de softwares terão com máquinas mais antigas, porém ainda em utilização por grande parte da população. Os usuários são induzidos então a realizarem essa atualização para não correrem o risco de ficarem sem o devido suporte quando necessário, ou ainda porque o software que utilizam não receberão mais atualizações de segurança, porém precisam desfazer-se de seu equipamento atual, ou de parte dele, para poderem manter esse benefício.

O sistema operacional padrão no mercado atualmente responde por boa parte dessa prática, ao passo que usuários de um GNU/Linux conseguem aproveitar máquinas consideradas obsoletas, prolongando a vida útil destas. Além de poder usá-las normalmente realizando todas as tarefas corriqueiras, substituindo o sistema operacional proprietário, podemos também destinar funções específicas para determinadas máquinas como configurar um firewall/roteador para utilização em uma rede de computadores, ou mesmo em sua residência protegendo as máquinas que por ventura tenham a sua aquisição indispensável, podemos configurar um servidor e tocador de músicas em MP3 ou em um formato livre, para que toque suas músicas preferidas ao longo do dia, ou ainda criar uma pequena rede de computadores para estudos, etc.

Existem várias distribuições GNU/Linux desenvolvidas especialmente para computadores de menor porte como a Damn Small Linux, Vector Linux, aLinux, etc., que disponibilizam ao usuário as mesmas funcionalidades que os softwares mais exigentes em hardware, sem perda de desempenho e com suporte oferecido pelas comunidades formadas ao redor destes softwares. Editores de textos, de planilhas eletrônicas, de apresentação, browsers de internet, players de multimídia, leitores de PDFs e etc são programas comuns que estes sistemas dispoem para uso pelos seus usuários.


Também podemos doar essas máquinas para que alguém possa aproveitá-las. Existem vários projetos comunitários que visam reciclar computadores. Um exemplo deste tipo de projeto é o programa Step, que é um acrônimo para Solving The E-Waste Problem ( http://work.step-initiative.org/tiki-index.php ), lançado pelas Nações Unidas e que já conta com o apoio das maiores empresas fabricantes de equipamentos de informática e telecomunicações do mundo. Também temos projetos nacionais como o ConecTAZ do Metareciclagem ( http://metareciclagem.org/drupal/livro/conectaz ) que ampliam a abrangência de um tele-centro “fornecendo não só o acesso à intenet, mas também à criação de redes sociais de conversas, troca de conhecimento e mobilização utilizando-se de sofware livre”.

Em suma esse aproveitamento de material, realizado através de qualquer uma das formas citadas acima, fazem com que não só a natureza seja poupada de lidar com mais poluentes, mas possibilitam também que as pessoas tenham a oportunidade de manter seus investimentos, realizados na área de tecnologia, sendo utilizados por vários meses ou anos além do que se achava possível, obtendo muitas vezes um desempenho superior com esta substituição de softwares. Ou ainda possibilitando àqueles que nunca tiveram contato com a informática um acesso direto e gratuito com este mundo tecnológico, diminuindo a exclusão digital. Assim teremos mais pessoas conectadas, informadas, capacitadas, reutilizando um parque tecnológico que estaria em desuso e poluindo o planeta, vivendo em um meio ambiente mais saudável. Tudo isso com a contribuição dos softwares livres.

Portanto pense melhor sobre como pretende se desfazer de seu computador atual, talvez isso já não seja tão necessário como imaginava não é mesmo? E se ainda assim decidir por substituí-lo espero que opte por uma das destinações sugeridas neste texto. A sociedade e a natureza agradecem!

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