KDE 4.2, opinião de um mero usuário

KDE 4.2

Contra a informação que alguns tem, de que a interação com o usuário é menos intuitiva nas distribuições GNU/Linux, percebemos que assim como persiste a fama de que operá-las é complicado, quando nos dispomos a utilizá-las vemos que isso não passa de boato além de uma certa dose comodismo por parte de quem critica. Como exemplo, o ambiente gráfico KDE segue a sua evolução da série 4.x e há alguns dias disponibilizou a versão 4.2, sendo rapidamente compilado para várias distribuições, inclusive a minha favorita, a Slackware Linux. Cada vez mais simples de se operar, o ambiente KDE vem modificando a interface ao longo da nova série, deixando definitivamente para trás a aparência que lembrava o antigo Windows 95, enquanto implementa também novas funcionalidades.

Nesta nova versão, o tema padrão Oxygen sofreu algumas modificações, com relação ao que fora apresentado na versão 4.1, que deram nova aparência à barra de tarefas e às janelas nela minimizadas, conferindo-lhe um ar mais moderno. A área de trabalho, como nas versões anteriores da série,manteve o espaço denominado Pasta da área de trabalho, que abriga e organiza automaticamente os ícones de aplicativos.

Várias instabilidades detectadas na versão anterior foram sanadas, inclusive quanto ao funcionamento de alguns softwares, como foi o caso do Amarok, que escaneava e localizava as músicas no disco rígido, porém não as tocava, mesmo com a placa de som devidamente configurada. Outro problema corrigido afetava o Konqueror quando da movimentação de arquivos entre o disco rígido e um pen drive por exemplo, mesmo realizando a transferência entre ambos, a janela do gerenciador era fechada, algo que não mais acontece.

O gerenciador de dispositivos Dolphin, excelente sacada do projeto, integrado à barra de tarefas do KDE, facilita e muito o acesso a dispositivos externos, identificando e tornando mais simples a montagem e remoção destes ao alcance de um click. A área de configuração do KDE permanece melhor dividida como na versão anterior, disponibilizando a manipulação dos recursos mais comuns separada por abas dos recursos mais avançados, melhorando a experiência do(a) usuário(a).

O ambiente está sensivelmente mais rápido que seu antecessor, o que leva a crer que houveram modificações também quanto ao consumo de memória. Widegets permitem deixar recados em forma de post-it sobre o protetor de tela, assim, mesmo ausente, um(a) usuário(a) pode deixar uma mensagem para um(a) colega ou parente.

Por todas as modificações realizadas nesta nova versão, a meu ver não há motivos que a desabonem até o momento, mesmo que ainda seja mantida no diretório testing pela distribuição Slackware, tanto que decidi mantê-la como padrão no desktop em substituição à série 3.x. Recomendo a todos(as) que testem a nova versão e, é claro, continuem a reportar possíveis erros que ainda sejam encontrados. Com isso, continuamos a incentivar esse ecossistema de melhorias em torno dos softwares livres, que só vem a beneficiar a todos(as) os(as) usuários(as) ao redor do planeta.

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