Slackware 13.0 RC1 e VirtualBox 3.0.2, primeiras impressões…

Depois de um tempinho fora resolvendo algumas pendências no curso de Técnico em Informática ( que ainda não foram totalmente sanadas… ) a curiosidade não me deixou baixar a imagem em DVD do Slackware 13.0 RC1 e apenas ocupar espaço com ela, aproveitei o lançamento do VirtualBox 3.0.2, atualizei-o e carreguei a prévia do Slackware para ver a quantas andam as mudanças no seu desenvolvimento. Tirei alguns screenshots para aqueles que ainda não tiveram tempo de checar por si mesmos.

No VirtualBox não houveram modificações quanto a interface principal ( é isso mesmo principal, mais a frente vão entender o que quero dizer ) mas no Slackware as mudanças já foram surgindo logo no início. A imagem do DVD  com a versão de 32 bits possui apenas 1.7 GB e como iria carregá-lo em uma máquina virtual simplesmente selecionei-o para o boot no VirtualBox sem precisar “queimar” uma mídia. O carregamento foi muito mais rápido e para a formatação da nova partição foi incluído o suporte ao novo EXT4, antes não disponível. Podem clicar em qualquer das imagens para vê-las em tamanho maior.

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Já na seleção de pacotes vemos as atualizações, com atenção especial ao novo kernel 2.6.29.5…

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… e a grata inclusão do MPlayer na instalação padrão. Isso economizará, a muitos como eu, a necessidade de download e instalação deste ótimo player no Slackware.

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Algum tempo depois da instalação e reinício vemos o LILO, com seu plano de fundo tematizado mantido,…

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…além do substituto do TUX surgirem durante a inicialização do sistema. O demônio da tazmânia substituiu o Tux como mascote temporário para chamar a atenção para a sua situação de espécie à beira da extinção.

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Depois de carregado é necessário “logar” no sistema e carregar o ambiente gráfico com o comando “startx”. Para aqueles que não sabem, toda a parte de instalação e inicialização no Slackware são em modo texto por padrão. Assim podemos corrigir mais facilmente problemas que possam surgir relacionados ao ambiente gráfico e antão alterar seu carregamento para este modo posteriormente. Aqui alternei para o modo de visualização em tela cheia do VirtualBox mas propositalmente não mudei a resolução no Slackware para que cobrisse toda a tela widescreen, assim poderia mostrar uma sutil mas essencial melhoria na navegabilidade do VirtualBox.

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Como puderam ver, o ambiente selecionado foi o atualizado KDE 4.2. O Slackware disponibiliza vários outros ambientes mas este é o que uso sempre. Este tema trazido pelo KDE é mais leve e não demostrou qualquer problema quanto ao carregamento e configurações padrão. Abaixo podemos ver o que quis dizer quanto a uma interface secundária no VirtualBox, um discreto “dock” que trás os menus de controle das máquinas virtuais assim como de todo o programa.

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Este painel foi uma grande sacada e facilita muito o controle das máquinas virtuais ativas, sem a necessidade de ficar alternando entre os modos de tela cheia e normal do VirtualBox. Podemos acionar, parar, pausar e desligar máquinas virtuais, bem como alternar entre as que estiverem ativas apenas acessando o dock. Nesta mesma tela pudemos ver que o Slackware vem por padrão em lingua inglesa, pois não mais configuramos a língua antes de seu carregamento como nas séries anteriores, portanto necessitamos de colocá-lo em português, escolhendo a opção “Computer” e “System Settings”. A partir dai escolhemos a opção “Regional Language” e selecionamos “Brazil portuguese” no menu “Country/Region & Language” para colocá-lo em português do Brasil.

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Finalizada a seleção e aplicando as mudanças, vemos que o sistema modifica a maior parte dos menus para o português, porém algumas partes só mudarão após o reinício da sessão ( logoff e logon ). Como podem ver pelos screenshots, o “dock” do VirtualBox só é mostrado caso o cursor seja colocado sobre ele, senão ele se esconde automaticamente. Depois habilitamos o novo layout de teclado na opção “Keyboard Layout” e adicionamos a variante “Brazil”.

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Depois de encerrar a sessão e carregá-la novamente vemos que agora os menus estão em nosso bom e novo português. Porém não há mais o carregamento padrão daquela área onde era concentrada todos os ícones da área de trabalho.

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Para adicioná-lo, e a outras tantas opções disponíveis, basta acessar o controle de widgets no canto superior direito da tela e escolher as opções que desejar.

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Abaixo vemos a área já com um ícone do Firefox que inserí e onde poderá adicionar os que for utilizar ou quantos mais desejar, além do MPlayer carregado. Para quem já o conheçe sabe que este é um ótimo player de vídeo que vem somar a outras tantas ótimas opções já disponíveis no Slackware.

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Pelo que pude observar, tudo está bem estável e rápido até o momento, não devendo demorar muito para que o lançamento oficial da versão final do Slackware 13.0 seja feita. Alguns pacotes continuam a ser recompilados, devido ao esquecimento de algum link com outros softwares e coisas assim, mas recomendo a quem quiser testar e ajudar com feedbacks ao projeto. No VirtualBox as melhorias de navegabilidade, velocidade e correção de bugs são visíveis. É bom saber que o projeto continua mesmo depois da aquisição da Sun pela Oracle.

Este foi apenas um breve teste inicial, mais para matar a curiosidade sobre as mudanças nos dois softwares. Vou aprofundar mais os testes e informar aqui no blog o que observar. Abraços!

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32 opiniões sobre “Slackware 13.0 RC1 e VirtualBox 3.0.2, primeiras impressões…

  1. Pingback: Slackware 13.0 RC1 e VirtualBox 3.0.2, primeiras impressões

    • Olá Fábio! Foram feitos em meu notebook com processador Semprom 3.200+ e na máquina virtual configurei apenas 8 GB para disco rígido e deixei os 12 MB padrão para o vídeo. Em um equipamento não emulado a velocidade provavelmente será maior, além de obter melhores gráficos.

      Abraços!

  2. Muito show seu post,

    Estou aguardando para instalar o Slackware x86_64.

    “…e a grata inclusão do MPlayer na instalação padrão.”

    Este seu comentário me deixou feliz, não estava sabendo desta inclusão… =)

    E para aqueles que gostam de estar atualizados não deixem de ler o ChangeLog: http://www.slackware.com/changelog/

    Abraço

    • Olá Razec! Pode ficar tranquilo que provavelmente não deve demorar para tê-lo instalado em versão de 64 Bits. Quanto ao MPlayer também fiquei contente por não ter mais de compilar do source ( se bem que não era assim tão problemático devido aos SlackBuilds, porém tê-lo por padrão é bem melhor… ) 🙂

      Abraços!

    • Olá VonNaturAustreve! Pelo capricho que vemos ter o Patrick, e toda a equipe, no tratamento da distro acredito que não se decepcionará. Quanto ao VirtualBox realmente é uma ótima ferramenta e que vem melhorando continuamente.

      Abraços!

    • Olá Alex! Não precisa temer o Slackware! Essa fama de que ele é complicado realmente não procede. Por experiência própria eu digo isso. Já vaguei por muitas terras distantes no mundo do software livre e sempre volto para a morada segura que é o Slackware. 🙂

      Tenho amigos que só o utilizam em servidores mas, desde o início com a versão 10.2, não vi nenhum problema em seu uso também como desktop. E ao longo desse tempo ele sempre me surpreendeu, e para melhor.

      Claro que ele não trás muitas das facilidades que outras distribuições disponibilizam, mas isso só me fez crescer e ampliar meus conhecimentos à medida em que buscava soluções para determinidas dificuldades que encontrava.

      Recomendo que busque informações e até mesmo o instale para que sinta como é utilizá-lo. Pode começar com uma abordagem como esta, onde utilizaria uma máquina virtual para testá-lo. Assim verá que a dificuldade que espalham por ai não é tão grande quanto dizem, desde que esteja disposto a aprender e buscar conhecimento.

      Abraços!

    • Olá Void! Sinto falta de nossas discussões com usuários de software proprietário na LinxWin. 🙂

      Quase não tenho tido tempo de acessá-la mais.

      Você pode baixar a iso de 32 bits aqui e a de 64 bits aqui.

      Abraços!

      • Olá pessoal! Desculpe Void mas me esqueci que os usuários que colaboram estam sempre atualizando as imagens de modo que todos possam testar e contribuir com reportes de bugs, assim a versão que testei do dia 30 de junho não está mais disponível.

        Para checar a última versão disponibilizada acesse este diretório.

  3. Ótimo post!, porém só lamento essa mudança do KDE, eu uso Debian, mas com a eminente mudança de versão já que eu uso a testing/unstable, provavelmente passarei a usar o SIDUX, pos nessa interface ele se comporta muito bem, não esquecendo o excelente suporte a hardware. Para os que usam o Ubuntu esqueçam-no, usem Slackware ou Debian, pois primam pelo desempenho e estabilidade, queimem um pouco a massa cinzenta, pois conhecimento nunca é demais e não há nada melhor do que ver seu PC a seu gosto!
    O SIDUX é um caso a parte pois se não administrado corretamente você verá a fúria “debiânica” do apt-get.

    • Olá Eduardo! Também estava relutante com esta mudança, justamente devido à instabilidade do KDE e de seu nível de personalização da interface, porém já estou mais aliviado quanto ao primeiro problema, pois não detectei os erros que ocorriam na série 4.1. Se acessar o KDE-Look verá que já não há mais quase nada de novidade para utilizar com a série 3.x e que agora só há temas, splashes, etc, para KDE 4.

      O ambiente está em processo de mudança e não vejo possibilidade de retorno, o que se há de optar é adotá-lo ou, como está fazendo, escolher outras opções em distros ou ambientes como XFCE, GNOME, entre outros. Não me vejo com outra distribuição e nem tampouco ambiente, pelo menos por enquanto, portanto vou adotá-lo e ver como ele se comporta nos próximos meses. O que não faltam são opções livres para substituí-lo caso resolva. 🙂

      Abraços!

    • Olá Delaorden! Não há uma distribuição melhor ou pior que outra, tudo vai depender de seu nível de conhecimento e de vontade de aprender, além de qual finalidade pretende para o uso dela. Temos distribuições inclusive desenvolvidas particularmente para edição de vídeo ou composição e edição de músicas.

      Como disse anteriormente o Slackware não trás muitas das ferramentas disponíveis em distribuições como Ubuntu ou Suse, justamente porque a equipe prima pela estabilidade e simplicidade, mantendo-o sem recursos que possam vir a complicar a existência destes dois predicados.

      O Slackware e o Debian ( no qual o Ubuntu é baseado ) são as distribuições de maior tradição ainda em desenvolvimento, porém muitos novos usuários ( principalmente vindos do mundo proprietário ) optam pelo Ubuntu justamente por suas “facilidades”. Particularmente acho difícil que venha a trocar o Slackware por outra distribuição. Mas isso eu só decidi após experimentar várias delas ao longo desses anos. Portanto sugiro que faça o mesmo, experimente, procure se informar sobre o modo de operá-las, busque informações com usuários mais experientes e caso não se adapte escolha outra. Os softwares livres disponibilizam essa liberdade de escolha.

      Abraços!

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  6. Cara baixei os arquivos do current e depois montei o dvd fiz todo o processo mas no final ele não consegue gravar a senha do root
    da um erro CHROOT e tals… como vc conseguiu?
    []’s

    • Olá Cazon! Não precisei montar o DVD pois já havia a imagem disponível. Para baixar as versões mais atuais de 32 ou 64 bits, basta acessar este diretório e baixar a imagem desejada, depois é só “queimá-la” na mídia e carregá-la normalmente.

      Abraços!

      • Que doideira brô… paguei um pau pra baixar e criar iso mas como tenho mania de baixar pelos links do USA nao tem esse iso pronto. valew mesmo….
        baixando.

  7. Eu de Novo!!!
    Cara instalei o bixim aqui e foi blz dessa vez… porem ao tentar instalar o vmware-server 2 deu um monte de erro. tentei o virtualbox 3.02 instalou blz mas na hora de instalar o xp deu erro tb. outro problema e o driver Ati Radeon. (X1250 series onboard) nao vai nem a pau…
    Caso vcs tenham alguma dica para algum dos casos… ficaremos grato.
    vlw

    • Olá Cazon! Bem, tanto no caso da instalação do VMware quanto do XP seria necessário maior esclarecimento quanto a esses erros. Tenho o XP instalado no VirtualBox e não houve problema algum quanto a sua instalação. Talvez seja no modo como configurou a máquina virtual.

      No caso da ATI está usando este driver? Como fez a instalação do Slackware? Completa? Alguns das novas versões de drivers da ATI precisam ser compiladas para ser instaladas, e para tanto necessitam do kernel source disponível. Verifique o driver e a disponibilidade do source.

      Abraços!

  8. rapaiz, segui este tutorial e apagou meu boot do windows7, e ficou tudo 99999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999999
    e agora que faço, pois nem o boot pelo dvd de install win7 reparar boot, nao deu certo………………………………….. e agora…………………………………………………………

    • Olá Fabrize! Bem, este post não é como um tutorial. Eu simplesmente atualizei a minha versão do VirtualBox que já estava instalado no Slackware 12 e o usei para carregar e instalar o RC1 do Slackware 13, ou seja, instalei um Slackware dentro de outro, usando para isso uma máquina virtual no VirtualBox. Como pode ver pelos screenshots, toda a instalação ocorre com a área de trabalho do Slackware 12 aberta sob a janela da máquina virtual.

      Acredito que o que aconteceu no seu caso foi que baixou a ISO do Slackware e, ao invés de instalá-lo em uma VM você o carregou e instalou em seu disco rígido. O erro que é apresentado é típico do LILO ( gerenciador de boot padrão do Slackware ) e provêm de uma instalação que não pode ser carregada. Daí você também não conseguir carregar o Windows 7.

      Infelizmente não sei se será possível recuperar qualquer das instalações, tanto do Slackware quanto do Windows 7, principalmente se ocorreu mesmo o que penso. Aparentemente seu disco não estava preparado para a instalação, ou seja não estava particionado, e você sobrescreveu a instalação do Windows, afinal de outra forma isso não ocorreria em uma máquina virtual, pelo menos não a ponto de perder a instalação do Windows.

      Provavelmente terá de reinstalar o Windows. E na próxima vez tenha o cuidado de ter certeza de que carregou o sistema que quer testar dentro de uma máquina virtual e não pelo boot principal.

      Abraços!

  9. Grato pela rapida resposta, agora ja resolvi dando boot com dvd de install win7 e na sequencia executei o reparar boot start e que foi feito………..se acontecer com algeum pode executar isto que dá certo.
    abraços

    • Olá! Para isso basta que aperte a combinação de teclas ctrl+F, se não for automaticamente preenchida deverá usar um recurso do Virtualbox, que disponibiliza ao sistema convidado as configurações de vídeo do sistema hospedeiro. Basta localizar no menu da máquina virtual aberta a opção ” Instalar adicionais para convidado ” e seguir as instruções.

      Abraços!

      • Ola, bom eu fiz isso, e nada acontece.
        quando é sistema windows os adicionais instalam mas no caso como é o linux nada acontece.

        obrigado.

        =]

  10. Amigo como mudar para a resolução para 1024×768 ou maior ?? pq eu nao consigo de jeito nenhum pelo vitural box. só aparece até 800×600 dai nao passa

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