Cansados do assunto segurança da informação?

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Olá pessoal! Hoje venho falar sobre os resultados de uma pesquisa realizada em conjunto a profissionais do National Institute of Standards and Technology (NIST), e divulgada pela IEEE Computer Society, na qual foi apontada que o excesso de notícias e alertas sobre segurança da informação tem levado os usuários a uma “fadiga de segurança”, o que por sua vez tem feito os usuários tomarem decisões ruins relacionadas ao tema.

Embora o relatório tenha sido divulgado apenas no dia 04 deste mês, a pesquisa foi conduzida entre os meses de janeiro e março de 2011, entrevistando diversos participantes, incluindo homens e mulheres de algumas partes dos Estados Unidos, onde foram incentivados a falar sobre como se sentiam em relação ao tema segurança da informação.

Estes foram questionados a respeito de atividades realizadas online, percepção de segurança da informação, além do conhecimento e uso de ícones de segurança, ferramentas e terminologias associadas ao tema. A partir disso, técnicas de dados qualitativos foram utilizadas para codificar e analizar os resultados em busca de sintomas, fatores contribuintes, e efeitos relacionados a fadiga de segurança da informação.

Mesmo que a fadiga não tenha sido envolvida diretamente nos protocolos da pesquisa, mais da metade dos entrevistados apresentaram sintomas referentes a ela em suas respostas, onde expressaram resignação, perda de controle, fatalismo, minimização de riscos, e até mesmo indicaram evitar tomar decisões relativas ao tema segurança.

Algumas das respostas oferecidas pelos entrevistados podem ser vistas em um vídeo, onde uma das Cientistas da Computação que realizaram a pesquisa, e que trabalha atualmente para o NIST, Mary Frances Theofanos, explica o que é a fadiga de segurança da informação. Veja algumas das afirmações feitas por participantes:

“Segurança parece ser algo meio incômodo, é só mais uma coisa que devemos ter e nos manter atualizados”.

“Acho que estou meio insensível a ela… as pessoas se cansam de ser bombardeadas com ‘cuidado com isso’,’cuidado com aquilo’ “.

É quase compreensível que tenham esse tipo de reação, levados é claro pelo número cada vez mais frequente de notícias envolvendo quebras de segurança, tanto no setor privado quanto governamental, porém é possível minimizar esse tipo de sentimento se seguirmos alguns conselhos oferecidos pela própria pesquisadora.

Limitar o número de decisões do usuário quando estas forem relacionadas a segurança da informação. Quanto maior a quantidade de decisões que se deve tomar durante um dia, mais difíceis elas se tornam. A partir do suporte oferecido, podemos indicar quais seriam as melhores soluções a serem empregadas em determinada situação, para resolver uma determinada dificuldade relacionada ao tema, minimizando assim a necessidade de preocupação por parte dos usuários na busca pela resolução da mesma.

Desenvolvedores de sistemas participam dessa ação ao criarem códigos seguros a despeito da experiência do usuário. A segurança dos sistemas não pode ser minimizada para melhorar o seu contato com os usuários. Estes sistemas devem ser idealizados para limitar os riscos de exploração, aleḿ de reforçar os princípios de uma autenticação forte e segura.

Tornar simples para o usuário tomar a decisão certa relativa ao assunto segurança. Não devemos simplesmente impor ao usuário, através de nossas políticas de segurança, que este tenha uma senha com determinada quantidade de caracteres, seguindo uma determinada combinação, e que esta seja trocada a cada período determinado, sem oferecer-lhes formas seguras de criar e armazenar estas senhas, como um chaveiro digital por exemplo.

O usuário deve ser guiado a construir uma proteção efetiva de seus dados a partir do entendimento de como essa proteção é construída, em torno de sí mesmo primeiramente, até o contato que estes tem com os sistemas corporativos a seu dispôr. Não se pode negligenciar a forma de como este usuário enxerga o valor de seus dados, e não lhes oferecer indicações sobre como podem se proteger fora do ambiente corporativo.

Tentar proteger estes sistemas, utilizando as mais diversas ferramentas e orçamentos disponíveis, sem que o usuário seja instruído sobre como lidar com a segurança de seus dados pessoais, ou de seu equipamento doméstico ou móvel, de uma forma que seja compreensível por ele, será sempre uma luta difícil de ser vencida.

A participação de todos os envolvidos nos processos, é essencial para a minimização dos riscos na segurança da informação, por isso a alta direção deve se preocupar com a educação dos usuários sobre o tema, mas fazendo isso a partir do ponto de vista deles, oferecendo caminhos que possam ser trilhados para a obtenção de segurança, removendo a tensão existente, e melhorando a proteção de todos.

Slackware Linux – Notícias sobre o desenvolvimento. Janeiro, 2015.

Slackware logo

A distribuição segue sendo atualizada, na maioria dos casos sendo contemplada com correções de segurança. O pacote openssl foi atualizado para a versão 1.0.1, seamonkey para a versão 2.32, thunderbird para a versão 31.4.0, firefox para a versão 35.0, freetype para a versão 2.5.5, o samba para a versão 4.1.16, e todos estes receberam patch para reparar falhas de segurança encontradas.

Além destes, outros pacotes e bibliotecas sofreram alterações, muitas vezes devido mesmo às modificações realizadas em pacotes relacionados. Entre eles, verificamos uma das principais, que foi a atualização do kernel Linux para a versão 3.14.29.

Outras modificações foram realizadas nos pacotes gcc, agora na versão 4.8.4, imapd e alpine para a versão 2.20, gdb para a versão 7.8.2, libtool para a versão 2.4.4, além de atualizar o ambiente gráfico fluxbox para a versão 1.3.6.

Conselho de Arquitetura da Internet recomenda criptografar tudo.

O Internet Arquiteture Board ( IAB ) ou  Conselho de Arquitetura da Internet divulgou, no dia 14 de novembro, uma declaração sobre a sua preocupação com a confidencialidade da Internet, onde faz um alerta para a crescente escalada do comprometimento de informações armazenadas ou em tráfego, e recomenda que todos os envolvidos nas operações de manipulação de dados adotem a criptografia, para que a confiança que os usuários deveriam ter, sobre a proteção de seus dados na Internet, possa ser reestabelecida. A declaração clama que “designers de protocolos, desenvolvedores e operadores façam da criptografia uma norma para o tráfego ( de dados ) na Internet”.

Mesmo reconhecendo as dificuldades que essa medida venha a causar, o Conselho acredita que seja algo imprecindível para que as pessoas voltem a acreditar na segurança de seus dados na Internet.

“Sabemos que muitas das atividades de operação de redes atualmente, desde o gerenciamento de tráfego e detecções de intrusão até a prevenção de spam e aplicação de políticas ( de segurança ), assumem o acesso em texto puro à carga de dados transmitidos. Para muitas dessas atividades ainda não existem soluções, mas o IAB irá trabalhar na promoção do desenvolvimento de novas abordagens para essas atividades, permitindo assim a mudança para uma Internet onde o tráfego ( de dados ) seja confidencial por padrão.”

Para acessar o conteúdo original da declaração emitida pelo IAB, acessem a página oficial.