Red Team vs Blue Team? O que isso quer dizer na segurança da informação?

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No mundo da segurança cibernética, estar um passo a frente dos possíveis atacantes à nossa infraestrutura pode ser o que definirá as nossas chances de sucesso na reação quando um ataque surgir, e para tanto muitas empresas utilizam táticas de simulação para a realização de testes quanto a capacidade de resposta a incidentes de segurança.

Um exemplo desse tipo de procedimento envolve utilizar grupos de profissionais de TI, divididos em times, e que objetivam atacar ou defender a infraestrutura das empresas envolvidas para tentar evidenciar pontos fracos e fortes de suas soluções de proteção de dados.

Nesse tipo de verificação, a equipe responsável pelo ataque deve valer-se de sua expertise para tentar atingir um objetivo definido pela alta direção, realizando sofisticados testes de penetração e buscando pontos de falha nos processos, pessoas e tecnologias que compõem as defesas atualmente em uso na empresa para o cumprimento da missão. Essa equipe é apelidada de Red Team.

Neste cenário, o Red Team agiria como uma ameaça externa, que buscaria localizar quaisquer vulnerabilidades possíveis de serem exploradas, objetivando, por exemplo, extrair dados da localidade predeterminada pela alta direção. Idealmente este time deve ser composto por profissionais que não tenham contribuído, ou contribuam, para a estratégia de defesa atualmente aplicada na empresa, pois isto poderia gerar um conflito de interesses a partir da atitude de não querer buscar realmente, ou mesmo expor, as fraquezas disponíveis na infraestrutura da corporação, e que não foram cobertas pelas defesas que ajudaram a implantar.

O foco em realmente “quebrar” a segurança implantada deve dirigir a vontade do Red Team na busca por brechas de segurança, o que pode envolver as mais diversas táticas, desde a utilização de ataques spear phishing até mesmo a simples pendrives infectados e deixados nos arredores da empresa.

Em contrapartida, a equipe responsável por defender essa infraestrutura, apelidada de Blue Team, deve buscar identificar através de logs, monitoramento de ativos, tráfego de dados, comportamento anômalo, entre outros recursos, os possíveis vetores de acesso que o time ofensivo utilizará para tentar obter êxito na invasão, buscando frustrar os planos de de acesso e extração de dados. Esse time é geralmente formado pela equipe de resposta e tratamento de incidentes apoiada pelo centro de operações de segurança.

O desenvolvimento deste tipo de atividade permite a realização de testes controlados de invasão, bem como da efetividade dos procedimentos utilizados, e do treinamento das equipes para a proteção do ambiente corporativo, pois através dos relatórios de ação e reação, de cada uma das equipes, é possível identificar pontos fortes e fracos na estratégia de defesa, permitindo a antecipação do que poderia vir a ser uma exploração real de vulnerabilidades na infraestrutura, além dos ajustes necessários para uma proteção mais eficiente.

É recomendável, sempre que possível, a realização periódica destes tipos de testes, bem como a revisão dos procedimentos previstos para os casos de incidentes de segurança, a atualização de conhecimento das equipes sobre os diversos tipos de ataques, além  do constante treinamento e aperfeiçoamento de técnicas e ferramentas disponíveis, buscando sempre a elevação dos níveis de segurança no ambiente corporativo.

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Slackware Linux – Atualizações de segurança. Outubro, 2016.

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Olá! Ontem o time de desenvolvimento da Slackware Linux liberou atualizações de segurança importantes, incluindo a que disponibiliza um novo kernel, agora em versão 4.4.29, eliminando de vez a possibilidade de exploração da vulnerabilidade divulgada recentemente, e nomeada como Dirty Cow, portanto se você não fez a atualização manual do kernel, agora já dispõe dos pacotes oficiais oferecidos pela equipe de desenvolvedores da distribuição. Além da atualização do kernel Linux, outras correções importantes estão disponíveis: PHP 5.6.27, MariaDB 10.0.28 e bibliotecas libX.

É recomendável que faça a atualização de todas os sistemas sob sua administração o quanto antes, evitando possíveis explorações às falhas relatadas, além da programação de parada para a devida reinicialização dos mesmos, possibilitando que estes passem a utilizar o novo kernel.

Exin lança certificação em proteção de dados e privacidade

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O instituto de certificação Exin, divulgou hoje o lançamento de mais uma certificação para compor o seu portfólio na área de segurança cibernética: a Exin Privacy and Data Protection. O conteúdo cobrado no exame de certificação está alinhado com a General Data Protection Regulation européia, que trata sobre as regras para a proteção de dados e privacidade, e que foi efetivada em maio deste ano. Uma versão em português pode ser consultada aqui.

Sob essa nova regulação, qualquer companhia ou indivíduo que processe dados que possam identificar uma pessoa, também será responsável pela proteção desses dados, e isto inclui terceiros, como provedores de serviços em nuvem.

A conformidade com a nova regulação tem seus benefícios, pois realizar negócios com países europeus será menos complicado e dispendioso pois todos os países seguem as mesmas regras. Isto também pode levar a uma maior satisfação dos clientes e atrair novos a partir do conhecimento de que determinada empresa respeita a privacidade de seus clientes.

O novo exame foi desenvolvido em conjunto com a Security Academy, um instituto de treinamento europeu com foco em segurança da informação, gerenciamento da continuidade de negócios e gerenciamento de segurança. A parceria já havia originado outras certificações, como a Ethical Hacking ou a Secure Programming, portanto podemos esperar mais novidades na área de certificações em segurança da informação e tópicos correlatos.